terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Desde que coloquei meus pés no asfalto dessa cidade pela primeira vez, lá pelos idos dos anos 80 do século 20 que ela me excita e apavora e o meu olhar vai ficando cada vez mais aguçado para as suas estranhas belezas. Não apenas a São Paulo capital, mas também algumas outras cidades que conheci pelo interior do Estado, pelas estradas pelos trilhos pelas trilhas. Jardinópolis, Batatais, Brodoski, São José do Rio Preto, Araraquara, Campinas, Ribeirão Preto, Bebedouro, Piracicaba, Taubaté, São Bernardo, Santo André, São Caetano, primeiro nos inusitados encontros de Escritores e Poetas, nos anos 80 e 90, depois as Oficinas e os Projetos por mim idealizados como a Mostra Visual de Poesia Brasileira – Mário de Andrade 100 Anos, realizada pelo Sesc em 1993, e depois os Retalhos Imortais do SerAfim – Oswald de Andrade Nada Sabia de Mim, também realizado pelo Sesc em 1995.
Sem dúvida o mergulho na poesia e na prosa de Mário e Oswald tem muito a ver com esta sensação de estranheza e paixão que desperta neste índio dos Campos dos Goytacazes, terra entranhada com suas mazelas lá no interior do norte do Estado do Rio de Janeiro, inda hoje de senzalas tantas, que enterra em ti milhões de outras esperanças, e soterra em teus grilhões a voz que tenta avança plantada em ti – como o canavial que a foice corta – mas cravado em ti me ponho a luta mesmo sabendo o vão – estreito em cada porta.

Nenhum comentário:

Postar um comentário