sábado, 28 de novembro de 2009

VeraCidade 2



quando piso na paulista
o poema é só um corpo
que se chama carolina
e por mais que se defina
a esfinge sob a roupa
o delírio é só metáfora
e mesmo fosse concreto
sendo menos abstrato
esse corpo é uma seta
apontada em direções
flecha de fogo
ou neon
como placas luminosas
nos meus olhos de dragão
e a lâmina acesa de vênus
na camisa aberta de marte
a palavra vinda dos poros
brota do corpo em que piso
na casa das rosas em que passo
subindo a calçada levito
já estou na estação paraíso
e na geografia do corpo gravito
quando estou na paulista me sinto
o amante do silêncio e do grito

artur gomes
SampleAndo

Um comentário:

  1. Dupla Face
    ROGERIO SANTOS

    a carne denota um alarme
    um grito um rito um agito
    na língua ambíguo coringa
    disfarce fácil dupla face

    descola da pele da córnea
    um calo no prato do fato
    no cerne foro consumado
    vermelho vero amealho

    disfarce um rito um agito
    na língua da córnea da pele
    no couro foro consumado
    libido calo dupla face

    vermelho no prato do fato
    descola da pele um coringa
    no couro o vero amealho
    na carne detona um alarme

    Abração Artur !!!
    (Por acaso, meu último poema dialoga com o teu, e quem sabe, não passeia pela Paulista também...hehehe)

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