segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

A propagada imparcialidade da grande imprensa é uma "ilusão de óticas"




Para jornalista de O Globo, blogosfera é parcial, imprensa não

E se os porta-vozes da opinião da grande imprensa tivessem seus contratos rompidos pelas "bolas-fora" que constantemente emitem?

Aí se os donos da grande imprensa considerassem a realidade como ponto de partida da construção da informação, não somente partindo do alinhamento ideológico que alicerçam uma disseminação comprometida? Estas duas questões se anulariam...

Análises de expoentes da mídia como Alexandre Garcia, ex-porta voz do presidente Figueiredo, Jabour, Miriam Leitão, Reinaldo Azevedo, Merval Pereira, Lúcia Hipólito entre outros, não fornecem o perigo contido na primeira pergunta, porque estes bebem sedentos da fonte da segunda questão...

A imprensa brasileira sofre de uma grave crise de credibilidade, acentuada pelo surgimento da blogosfera independente, notadamente protagonizada por blogueiros progressistas, opositores da desinformação vigente nas redações dos gigantes veículos de comunicação, construtores de uma nova pauta: livre, diversa, analítica, real.

A imprensa brasileira pratica a memória seletiva: esconde seus erros e golpismos nos cortes editoriais e pelos intervalos comerciais...

A opinião da imprensa brasileira é um vaticínio, não tem como errar, pois tem todo o tempo do mundo para comprovar que estava certa "desde o início", mesmo que para isso precise desinformar, mentir ou manipular os fatos...Honduras, Chávez, Morales, Lula, Wikileaks, enchentes, futebol brasileiro e Dunga são alguns exemplos clássicos de que, em algum momento, a mídia dirá que estava certa em seus prognósticos, porque "são incapazes" de falhar!

Ler o que a imprensa brasileira diz, em geral, é um exercício de leituras inóspitas para o bom senso, ou para a convergência com a realidade e o momento histórico captados. Tais textos publicados pela grande imprensa beiram, quase sempre, as armadilhas das chamadas que se contradizem no miolo dos próprios textos. Não servem como informação, apenas como artefatos, muitas vezes políticos, para incriminar ou recriminar seus adversários em benefício de seus aliados.

"O Globo serve a sociedade, a blogosfera ao governo"

Durante a posse de Dilma um jornalista do diário O Globo se aproximou de mim e de alguns amigos para colher algumas impressões para sua cobertura sobre aquele fato. Quando perguntei de que órgão ele era e respondeu que era de O Globo, brincamos em perguntar o que O Globo fazia ali. Respondeu-nos que não era bem "assim", que a mídia teria que cobrir o governo e investigar seus erros. E que se só existisse Paulo Henrique Amorim, Record, Azenha e Carta Capital o governo "faria o que quisesse, sem a sociedade tomar conhecimento". Ele desistiu da matéria conosco, não servíamos para a sua pauta...

A idéia de que a imprensa age como órgão oficial de oposição já está incrustada na cabeça de seus mais comuns colaboradores. E que órgãos livres, segundo o catequismo das redações da grande imprensa, fazem apenas o trabalho de "ajudar o governo", pois não se interessam em informar a sociedade, tal qual fazem, "exemplar e imparcialmente", O Globo, Folha, Estadão, Veja, Época etc...

Miguel Nicolelis afirma que, destruindo o castelo de areia das redações conservadoras: "...Não existe imparcialidade nem jornalística nem científica(...)O que aconteceu no Brasil na eleição passada foi a demonstração da falácia de certos meios de imprensa e do partidarismo que invadiu essa opinião dita imparcial. Mas o desmentido só ocorreu nesse lugar capilarizado chamado blogosfera. A guerra da informação foi travada aí. A eleição foi ganha na trincheira da blogosfera, porque os desmentidos eram instantâneos”.

Claudio Ribeiro
em http://palavras-diversas.blogspot.com/
Com informações da Rede Brasil Atual



Lider do PT na Câmara critica a retirada do Creative Commons do site do Minc

Em entrevista à Carta Maior, o deputado Paulo Teixeira (SP), novo líder do PT na Câmara Federal, avalia o episódio da retirada da licença Creative Commons do site do Ministério da Cultura. Crítico da decisão, Teixeira afirma que a licença "está dentro de uma política de governo, de democratização do acesso ao conhecimento e à cultura" e que "sua retirada contrasta com decisões anteriores que vêm do governo Lula". O parlamentar considera que a medida vai gerar um debate dentro do governo, mas não acredita em retrocesso na área.

Marco Aurélio Weissheimer

A decisão da ministra da Cultura, Ana de Holanda, de retirar a licença Creative Commons do site do Ministério da Cultura, provocou protestos e abriu um intenso e enérgico debate entre integrantes do governo, do movimento de software livre e defensores de recursos educacionais e culturais abertos. Afinal de contas, a decisão da ministra representa ou não uma mudança na orientação do governo federal sobre o tema?

Na avaliação do deputado federal Paulo Teixeira, novo líder da bancada do PT na Câmara dos Deputados, a “licença Creative Commons está dentro de uma política de governo, de democratização do acesso ao conhecimento e à cultura”. Teixeira defende que a lei de direitos autorais, assim como a lei de patentes de medicamentos devem ser subordinadas ao interesse social.

O parlamentar não acredita em retrocesso nesta área: “A posição do Ministério da Cultura vai abrir um debate no governo sobre a política nesta matéria. Não haverá retrocesso na minha opinião. Sugiro que a ministra Ana de Holanda coloque a minuta de lei que está na Casa Civil novamente em consulta pública”.

Carta Maior: Qual sua avaliação sobre a decisão da ministra da Cultura de retirar do site do Ministério da Cultura as licenças Creative Commons?

Paulo Teixeira: A licença Creative Commons está dentro de uma política de governo, de democratização do acesso ao conhecimento e à cultura. Tem respaldo na política externa praticada pelo Itamaraty, crítica da lei de direitos autorais aprovada pelo país. Ela é usada em vários órgãos da administração federal. A sua retirada contrasta com decisões anteriores que vêm do governo Lula.

Carta Maior: Há alguma mudança de concepção no governo federal sobre as questões de compartilhamento digital e software livre?

Paulo Teixeira: A Presidenta Dilma Roussef, então ministra da Casa Civil, foi à Campus Party em janeiro de 2010 e se encontrou com Lawrence Lessig, grande formulador das licenças Creative Commons. Naquele momento ela fez um pronunciamento em oposição à Lei Azeredo, de apoio ao software livre, de apoio a uma política de acesso a internet banda larga para todos brasileiros e de mudanças na lei de direito autoral.

Na minha opinião, a lei de direitos autorais, assim como a lei de patentes de medicamentos estão subordinadas ao interesse social. Ela não pode criminalizar o aluno pobre que precisa tirar xerox de livros e textos para uso estritamente pessoal. Nem tirar cópia de obras esgotadas. Isso limita o acesso ao conhecimento. A lei de direitos autorais no Brasil é uma das mais cerceadoras do mundo.

As gerações que estão no poder no Brasil estudaram comprando livros e também tirando xerox de textos. Em relação ao acesso à cultura, perguntava Fernando Anitelli, do Teatro Mágico "quem no passado não ganhou uma fita cassete de músicas do Chico, Gil, Caetano num lado e noutro lado, uma seleção de rock en roll?"

Mudar a lei de direitos autorais pode promover um melhor resultado no investimento de recursos públicos na promoção de obras culturais e educacionais em formato aberto. O MEC e o Minc podem contratar autores para produzirem obras didáticas e colocá-las à disposição de todos os professores brasileiros e da população em geral. Esse modelo é o chamado Recurso Educacional Aberto-REA e é muito utilizado pelos governos americano e europeus. Isso não quer dizer que as editoras deixarão de vender seus livros. As obras estarão disponíveis também na internet.

Atualmente,todo o investimento público é direcionado à produção de obras protegidas por modelos rígidos de direitos autorais. É o Estado atirando no próprio pé.

Sobre o ECAD, trata-se no meu modo de ver de instituição pública não estatal. Precisa haver, caso não haja, controle do Ministério Público, no mesmo modelo das Fundações e transparência na gestão dos seus recursos. O ECAD não pode ser concebido como órgão privado, como é hoje. Há um interesse difuso, tanto de quem consome os bens culturais, como de quem os produzem, de saber a destinação dos recursos. Ele interfere na produção e na distribuição de bens culturais no país.

Carta Maior: A decisão da ministra provocou muitos protestos de partidários do Software Livre e do Creative Commons que temem um retrocesso nesta área. Na sua opinião, há um risco de retrocesso?

Paulo Teixeira: A posição do Ministério da Cultura vai abrir um debate no governo sobre a política nesta matéria. Creio que todos os atores devem participar do debate para se produzir um consenso. Não haverá retrocesso na minha opinião. Sugiro que a Ministra Ana de Holanda coloque a minuta de lei que está na Casa Civil novamente em consulta pública.

Carta Maior: Como estão os debates no Congresso em torno dos projetos relacionados à regulamentação na internet?

Paulo Teixeira: Até agora conseguimos paralisar o PL Azeredo. Espero que o governo envie o Marco Civil da Internet rapidamente para o Congresso Nacional e, a partir dele, possamos fazer este debate.


João Carlos Caribé
Publicitário e Consultor de mídias sociais
caribe@entropia.blog.br


Ana de Hollanda - retrocesso e vexame grandioso

Não tivesse o sobrenome que tem, talvez esta senhora sequer arrumasse um
cargo de contínuo no ministério da cultura.

O registro de sua atuação como gestora cultural é pífio.

Trabalhando na diretoria de musica na Funarte, tudo que fez fez foi
anacronicamente reeditar o projeto Pixinguinha imaginando ainda, quem sabe,
estar na década de setenta, sem perceber que a grande questão da música
popular brasileira neste novo milênio não era mais a de “levar” música de
qualidade do sudeste ao resto da população “inculta” ou carente de cultura
musical nos outros estados brasileiros.

Funcionária subalterna do Minc e por isso de certa maneira com ouvidos e
olhos privilegiados, não foi capaz de perceber que um novo processo de
gestão se iniciava, agora sem os eternos privilégios que os produtores do
eixo Rio São Paulo sempre tiveram.

Não sabemos se a família tem preocupações com a cultura ou informações
suficientes pra ficar com vergonha da irmã menos talentosa, mas o PT do Rio
não pode fingir que não é consigo.

O retrocesso já em curso pela ministra, é de envergonhar quem nela pôde
apostar.

Sua presença e atuação beira o absurdo pois funciona como se o governo que
acabou de sair fosse o de adversários e não aquele que produziu um quase
consenso de boa qualidade na gestão cultural.

Talvez seja o PT do Rio, que deva resolver o grave problema de termos esta
vergonha como ministra de estado.

Não sendo ele, teremos que esperar que o nacional ou os de outros estados da
federação perceba a enorme tragédia na área da cultura que neste momento
temos e se movimente.

Não sendo estes ainda os que venham a se mobilizar, tudo será contarmos com
a diligencia da família ou da nossa presidenta que não parece também muito
bem informada ou preocupada com a questão cultural.

Estivesse, não teria cometido este grave erro, que nos proporcionará atrasos
enormes e em números tão grandes que a lista de todos sequer caberiam nesta
mensagem.

Por ora ficaremos com os elencados e postados por da dasilvaorg no link
http://rede.metareciclagem.org/blog/22-01-11/Ana-de-Hollanda-por-lulaPCosta-em-8-tweets

Mais do que o perrengue com o PMDB e sua gula, o retrocesso na política do
MinC indica um prejuízo maior para a gestão Dilma.
A escolha de Ana de Hollanda é até agora o maior erro da presidenta no
processo de construção de uma hegemonia a partir do gov. Lula.
O prejuízo a que me refiro não é evidente nem para oposição direitista nem
para cidadão médio.

Mas
1) despotencializa mov sociais;

2) privilegia setores já abastados entre produtores culturais no Brasil;

3) Consolida um processo milenar de exclusão e anulação da fala de setores
marginalizados da sociedade brasileira;

4) Desrespeita um processo democrático elaborado no MInC durante oito anos;

5) Confirma a tradição de descontinuidade entre uma gestão e outra na gestão
pública;

6) O que é uma forma também de confirmação do caráter personalista da gestão
pública e das formas de fazer política institucional no Brasil.


MARKO ANDRADE
www.myspace.com/tupyafro



artur gomes sampleando
http://www.advivo.com.br/categoria/autor/artur-gomes

Nenhum comentário:

Postar um comentário