sábado, 22 de janeiro de 2011

padre olivácio prega invasão no congresso

prego eu prego prego prego gritava olivácio em seu italiano brasilenho quando federika entrou em cena calma mi padre está muito impulsivo se aclame para não ter um infarto qualé mi filha retrucou o bispo este reajuste de deputados é um absurdo se a maioria aqui não recebe nem o mínimo vamos fazer prevalecer a democracia e nela a maioria é quem manda chega de elegermos políticos para nos representarem e quando eleitos só sabem representar para si mesmos vamos fazer uso da nossa própria voz e com ela lutarmos pelos nossos direiros chame lady gumes diga para ela convocar uma assembléia geral da mocidade amanhã no sanatório geral do planalto central de brazilírica vamos implodir o presídeo e invadir o congresso calma mi padre e cuidado com a traição das metáforas macabea anda pelos corredores do presídio insuflando os estudantes para te deporem da presidência não se preocupe falou olivácio depois da assembléia irrestrita saberás o que teu pai irá fazer com ela

resultado da asembléia amanhã em http://federicobaudelaire.blogspot.com/



a ponte para o seminário em batatais havia sido feita pelo arcanjo gariel de la puente instigado pelo seu mestre guru uilcn pereira nas aulas de filosofia na unesp em marília próxinma a dracena cidade onde nascera silvinha paixão que me acendeu jardinópolis leila estava nua na porta da catedral o padre não deixara que ela entrasse na igreja de mini saia e ali mesmo esla ajoelhou e confessou ao padre olivácio que se ocultara atrás da porta vou fazer o mesmo em nova prata na porta do congresso se resolverem aumentar o salário dos deputados quero o mesmo reajuste pros poetas e se for preciso convoco uma caravana da mocidade e vamos invadir o planalto em brazilírica

lá em nova prata kosta k se tornou ex-kosta k por conta de um poema que ele jura ter escrito em paris na primavera de 68 quando simone já fazia 69 o poema começou a aparecer em diversas publicações assinado por mayakoviski o que levou kosta k a ficar nu em registro na hora do almoço em nova prata ademir também teve problemas na hora do almoço com os 12oo poetas enfurecidos de fome e sexo almoço nem lhes interessava o que queriam mesmo era deixar a poesia gozar pelas mesas entre pratos garfos colheres garrafas bandejas e guardanapos

leila na porta da igreja confessava ainda saudosa da gang pornô e suas peldas poética aos domingos pela praia de ipanema quando o rio ainda era cidade maravilhosa isso lá pelo final dos 70 apesar da dita dura que não dava mole pra poeta algum e em nova prata mano foi raptado por olga levou 3 dias e noites desaparecido retornando numa tarde de sábado todo estrupiado com um palmo de língua fora da boca gravata fora do pescoço chapéu na outra cabeça a carteira completamente lisa fora assaltado pela musa chapada que como assombração desapareceu nas brumas da noite vindo aparecer muito tempo depois na alameda paulista em noite de rato de blues

eu já havia terminado de ler a trilogia no coração dos boatos de uilcon pereira compsota pelos livros nonada outra inquisição e implosão do confessionário e desconfio que macunaíma tenha passado por ali travestido de biúte o andarilho dos telhados noturnos de assombradado e possivelmente também serafim ponte grande quando se cansava de lalá e ia se refugiar entre os seios de federika e por puro ciúme e desespero clarice se transformava em beatriz como metamorfose de borboleta na hora que nasce a lagarta

não fosse a não re-eleição do prefeito de nova prata até hoje o congresso na certa estaria aberto por lá e outros sequestros quem sabe estariam se repetindo nas noites poéticas de orgia água prata e rock and roll como no cachoro louco o bar temporário de bento que durou só um verão por ter invocado o leminski com artes de juliana a musa de brazilírica na traição das metáforas e patrícia nada sabia de mim quando voltei de nova roma aportando alegre no porto depois de leituras intensas nos livros de oscar bertoldo estava eu bem no centro das músicas de lupicínio sem ter matriz ou filial

padre olivácio já havia me alertado nos carnavais do farol para ter cuidado com boi-pintadinho que se concentra nas igrejas que em hora da comunhão usam vinhos batizados e como exemplo me mostrava os litros de furadense a famosa água ardente do alambique do lelei que viviam bem embaixo dos a altares das paróquias por onde andava e era o que sempre usava em momentos de contrição por isso meu filho dizia nunca se deixe amansar como boi cordeiro ou vaca vamos invadir o congresso com a nova ordem na placa abaixo o reajuste dos deputados ou use o mesmo percentual para o reajuste do mínimo

federico baudelaire - viagens insanas
http://federicobaudelaire.blogspot.com/


alcinéia marccuci comenta sobre macabea desbundada em batatais

Olá! Li o trecho da Macabea desbundada de Batatais! Uma roda de poesia com o prefeito marinheiro, rsrsrsrs...bem hilário!Você percebe que depois de um bom ou mal sono, muitas vezes acordamos sem explicação da salada de códigos e imagens que nosso inconsciente faz em nossa mente? É assim que contemplo as imagens geradas nesta sua escrita, como sonhos enraizados neste surrealismo sem medidas e fronteiras que nunca serão plenamente
desvendados e explicados pela humanidade. Apenas contemplados!

Quando eu tinha uns três anos comecei a ver imagens surreais nas manchas e mofos das telhas e paredes velhas da minha casa , quando sentia febre, eu via um ser imenso meio elefante meio caranguejo vir dos céus caindo encima de mim, eu gritava, parecia que sentia seu peso no meu corpo! Era horrível! Minha mãe dizia que eu estava variando,eu acreditava. Depois comecei
fazer desenhos sinistros na escola, daí foi o fim! Ou o começo! Me deram sem eu saber o porquê a cruz de artista para carregar!

Uma vez escrevi que entre o sonho e a realidade esta a Arte! Acredito que seja por isso que muitos não contemplam as expressões artísticas que vazam do cotidiano, pois o chão da realidade talvez seja mais sólido que a liquidez do sonho, mas mergulhar no sonho é uma viagem indescritível e de prazer sem volta!

Continue viajando sem rumo por aí! Eu ainda sinto e caminho com o ser imenso meio elefante
caranguejo, e deixo ele carregar a minha cruz para a caminhada ser mais leve, e, durante o banho continuo vendo variadas imagens no azulejo do banheiro. Talvez continue variando até hoje!

Grande abraço
alcinéia marccuci - corumbataí-SP

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