quarta-feira, 30 de março de 2011

A traição das metáforas



O pensamento  da ministra Ana de Hollanda sobre a gestão que ela pretende a frente do MINc, não é apenas a traição de uma metáfora, mas a traição de toda  diversidade cultural brasileira, que através da gestão anterior do Gil e e Juca Ferreira  procurava contemplar esta diversidade, e agora vê-se relegada a indiferença como mostra a situação dos Pontos de Cultura que foram espalhados pelo país. Em contra partida a ministra se sente na obrigação de defender a forma como a máfia do ECAD funciona e lesa a maioria dos autores brasileiros.

Poema 1

entre a pele e a flor no asco
com meia sola no sapato
o meu vapor mais que barato
industrial e infonáutico
entre o couro de zinco e o cabelo
mar de indecifrável plástico
por entre os bronzes do teu pêlo
entre o gozar cibernético
em todo sangue magnético
a minha carne pós poeira
entre a flor e  o vaso de barro
na home page ou no carro
na camisinha de vênus
vírus H corroendo
em vita plus ou na sala
meu olho gótico TVendo
brazilírica lâmpada fala
por um tanto ou tanto quase
cento e dez em cada fase
não sendo assim acaba sendo

Poema 2

debaixo da sacada a escada trota
pássaro sem teto acima do delírio
coração de porco crava no oco da noite
a faca cega, punhal de cinco estrelas
na constelação do cão maior
por onde úrsula nua passeia
dédala de dandi deusa de dali lua de dada
no coração do pintor sem fronteiras
acima do pé de abóbora
embaixo do pé de cajá
malásia não é aqui
espanha não além mar
salvador não é dali
a mulher que eu quero mesmo
e uma dedé que não dada
bia de dante do inferno itamarati itamaracá
constelação ursa maior
pra dada meu coração pra dedé não sou cantor
quando quero quero mesmo
espuma nylon pele tecido isopor


Poundiana

torquato era um poeta
que amou a ana
leminski profeta
que amou alice
um dia pós veio uilcon torto
pegou a jóia de ana
 e juntou na pereirAlice
com o corpo de alma das duas
vou bouvoir assombradado
pra lá de frança ou bahia
roendo o osso do mito
pois tudo que sartre dizia
o anjo jurou já ter dito
nonada:
-  biúte ria


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