quarta-feira, 9 de maio de 2012

antropofágica


o delírio é a lira do poeta
se o poeta não delira sua lira não profeta



1


as carambolas do meu quintal
estão maduras
mastigo a carne da fruta
como se outra carne eu comece
na farta festa do cio
dois Rios no mesmo mar
barcos na mesma fome
paixão voraz não tem nome
pintura de Frida Callas
penso teu sobrenome
e a língua explode na fala


arturgomes


Nenhum comentário:

Postar um comentário