quarta-feira, 23 de maio de 2012

Drummundana Itabirina


Damas agora não são de carne e osso. São infonáuticas, internáuticas, vivem nas intragaláticas blogosferas das redes intrasociais no facebook. Dia desses ouvi o cineasta Neville de Almeida diretor do belo filme A Dama do Lotação falar do seu novo proejto para o cienema: A Dama da Internete. Fiquei imaginando as minhas inúmeras damas virtuais de as metáforas que venho escrevendo para todas elas.

dummundana itabirina

Fedra margarida a resolvida desfilava pela última vez portando falo. Decidira decepar o pênis e desnudar de vez a sua outra mulher. Brazílica amanheceu incrédula: Manchetes, vozerios, falatórios, Assembléias. Faixas, cartazes. Por todas as vias, Multivias, Multimeios os ofendidos habitantes brazilíricos
inconformados com a Fedra passearam em plebiscito voziferando Não Ao Sim.
E margarida flor impávida lá se foi beira-mar olhando estrelas no cruzeiro. Mas César que não é Castro continuou a pigmentar seu mastro no outro lado da tela. E um dia Fedra sorrindo, com o pênis/baton da louca, foi ao Boca de Luar da Fedra e voltou com o luar na boca


Dora und (poema de 7 faces) in alguma poesia

quando nasci
um anjo alado
daqueles – viciado
em parati

meu deu um tapa na bunda
para que eu logo transformasse
todo horror guardado em pranto

- foi ele cortar o umbigo
do sangue beber e berrasse
drummundo pra todo canto

arturgomes
in BraziLírica Pereira: A Traição das Metáforas

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