quarta-feira, 16 de maio de 2012

metáfora 4

Isadora Predebon

tem sempre um ponto de interrogação
no meio do caminho da metáfora que ofereço
cada coisa em sua vida tem seu preço
quando custa a blusa da musa na vitrine exposta
tenho 25 mil perguntas sem respostas
e nem ao menos sei teu endereço
quando custa a carne negra
se é a carne mais barata do mercado
eu tenho uma caneta entre os dedos
na boca uma língua endiabrada
a tua língua corta mas não cala
a fala na escrita
que eu trado desde muito cedo
como um gato sempre grito no telhado
rente a pele contra o muro
grafitei teu nome no escuro
pra nunca mais me esquecer
que o presente será sempre o passaporte pro futuro

arturgomes

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