segunda-feira, 11 de junho de 2012

metáfora 8


 já tens a língua no teu céu da boca
não tens no corpo marcas do meu pranto
as vezes penso teus segredos tantos
e quantas palavras grafitei na lua
querendo tua carne viva nua e crua
por entre os raios das manhãs bemóis
onde minhas unhas arranham teus lençóis
desejo a hora sem pecados nossos
se o teu pudor ainda está guardado
vou rasgar os panos  até despir teus ossos

arturgomes

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