quarta-feira, 21 de novembro de 2012

NÓS em Conversações Analíticas



Jomard Muniz de Britto
 
Desejamos ser PESSOAS em busca de uma
outra verdade possível. Para nós outros.
Mas, se continuamos com medo de indagar
Dicionários de nomes e símbolos,
de que modo podemos encarar TEXTOS?
Além do prazer imediato das crônicas
e das psicanálises memorialistas?
Ainda assediados por situações-limite
dos requisitados fundos de cultura
com escassez onipresente. Para outros.
Palavras desafiam o bom senso e
devem contrariar nosso conformismo.
Pulsões desafinam o azul dos mares
e das marés febricitantes.
Pensamentos tentam escapar dos
chapados raciocínios. Por outros NÓS.
Desejos desejantes de coautorias.
Liberdade de expressão sem medo de
esbarrar nas interpenetrações.
Nossa Presidente nos alertou com frase
contundente: ..."é sempre preferível
o ruído da Imprensa livre ao silêncio
tumular das ditaduras".
Reinventando Pascal: o silêncio eterno
dos espaços infinitos NOS  apavora?
Porém, ai porém, nosso país sem paraíso
nos corrói em situações limítrofes.
Apagões imprevisíveis.
Crimes homofóbicos.
Condenações que ainda temem dizer
seu impróprio NOME.
Zumbi dos Palmares.
Misérias filosofantes entre cachoeiras
e outras calamidades silenciadas.
Por quem, deslealmente, ainda tememos
Luiz Costa Lima  em argumentos cerrados?
Jamais encenados e ou encerrados.
Guardar outro nome: Anco Márcio Tenório
Vieira discorrendo INTERCULTURALISMO.
Orixás de Maria Bethânia em defesa
da escola pública de qualidade.
Xangô de Geraldo Maia. HELIOITICICANDO.
Samba de Paulo Marcondes no AZOUGUE.
BALADAS LITERÁRIAS interpenetradas
por Marcelino Freire no inteiro ambiente.
Chega de relativismos desde que somos
RELACIONAIS em todas hibridizações.
Sincréticos, SEM sinCRETINISMOS.
Para nada salvar. Nem mesmo a alegria
do NÓS, noves, novenas, nonadas.
Mas há CONTROVÉRSIAS se agigantando
BIG JATO de XICO SÁ aos Beatles no Cariri.
CONVERSAÇÕES ANALÍTICAS em abismos.

Recife, nov/dez de 2012.
atentadospoeticos@yahoo.com.br

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