terça-feira, 25 de dezembro de 2012

poética 41



poética 41

ela de repente some
e não come
o que ofereço
chocolate ou pêssego
partes do fruto proibido
maçã que não tem preço
nem se despede
ou pede para ir
quem fica aqui
como fica
se desejo já estar ali
além da blusa dela
em teus olhos
de aquarela
em teus dedos magrelinha
em por o sol
nos teus cabelos
e passear sobre teus pelos
até que a noite
se desfaça
pela manhã em outro dia
estar em tudo
eu queria
qualquer hotel
cabe meus sonhos
entre teus selos
me proponho
para compor
um blues ou rock
como um beijo
ou como toque
grafar poema em teus ouvidos
até quem sabe teus sentidos
queira-me mais
por alguns segundos

artur gomes

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