sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Poesia e prosa brasileira no exterior


Paranaenses estão entre selecionados pela Revista da Biblioteca Nacional, vitrine dos autores brasileiros no mercado internacional

Renata Cabrera/14-08-2012
Rodrigo Garcia Lopes: poeta, escritor e tradutor londrinense teve três poemas escolhidos
Concebida com a proposta de ser uma espécie de vitrine dos autores brasileiros para o mercado editorial do exterior, a Revista Machado de Assis – Literatura Brasileira em Tradução, da Fundação Biblioteca Nacional (FBN), contempla em sua segunda edição dois autores paranaenses: o escritor, tradutor e jornalista londrinense Rodrigo Garcia Lopes e o escritor e crítico literário Miguel Saches Neto (natural de Bela Vista do Paraíso), que estão entre 20 nomes selecionados dentre 147 concorrentes. A divulgação ocorreu na semana passada. Participam do projeto o Itaú Cultural, co-editor da publicação, a Imprensa Oficial do Estado de São Paulo e o Itamaraty. No último domingo terminaram as inscrições para o terceiro número, que será temático, dedicado à literatura para crianças e jovens. 

Os participantes para a segunda edição da revista podiam enviar trechos traduzidos de suas obras de prosa ou poesia em inglês, espanhol ou alemão, tendo este último idioma um enfoque editorial especial para a Feira do Livro de Frankfurt, em outubro, que pela segunda vez presta homenagem ao Brasil (a primeira vez foi em 1994). O diferencial deste ano foi a preferência por obras inéditas no exterior. Além disso, entre os 20 selecionados, escolheu-se a tradução de um texto em domínio público - "O homem que sabia javanês", de Lima Barreto, obra clássica da literatura brasileira. 

Prevista para estar acessível on-line (www.machadodeassismagazine.bn.br) a partir do dia 9 de fevereiro, também devem ser efetuadas duas edições impressas da revista voltadas a agentes literários e editoras do exterior. Com design clean, a versão eletrônica traz informações completas sobre o autor e vídeos com entrevistas sobre as obras. 

O Conselho editorial do concurso foi formado por Aníbal Bragança (FBN), Berthold Zilly, Carlos Roberto de Abreu Sodré (Prensa Oficial), Claudiney Ferreira (Itaú Cultural), Felipe Lindoso, Italo Moriconi, Joaquim Pedro Penna (Itamaraty), Laura Hosiasson e Rachel Bertol.

Prata da casa 

Com três poemas selecionados dos livros "Visibilia", "Polivox" e "Nômada", o poeta Rodrigo Garcia Lopes conta que essa foi a segunda tentativa de participar da publicação. "É uma oportunidade muito interessante de mostrar parte do meu trabalho no exterior e que poderá render frutos, ainda mais no campo da poesia, que normalmente é um gênero mais restrito. Já faz tempo que estou tentando publicar fora do Brasil", afirma Lopes, que optou pela tradução em inglês dos seus textos, feita pelo tradutor americano Chris Daniels. Com três estilos bem diferentes, os poemas (Fugaz, Escrito num hotel e Zeitgeist)passam pela linha surrealista, beat e reflexiva. 

Depois de participar recentemente de um programa de intercâmbio de escritores da Universidade de Iowa (Estados Unidos), em que foram convidados 30 escritores do mundo todo, e de um programa de residência de escritores na Flórida (o The Hermitage Artist Retreat), Lopes agora está na fase de divulgação junto a editoras nacionais do seu primeiro romance policial, "O Trovador". Com um enredo que tem como cenário Londrina, Londres e Escócia, a obra demorou cinco anos para ficar pronta. "Foi um trabalho árduo", admite o escritor. 

Dedicando-se também à música, ele deverá lançar em fevereiro seu disco de canções inéditas, "Estúdio Realidade", em parceria com músicos londrinenses. Em setembro está prevista a publicação de uma coletânea de sua poesia, "Quatuor", em Portugal, pela editora Cosmorama. Pelo jeito, o ano promete para o poeta. 

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