quarta-feira, 13 de abril de 2016

fulinai mínima



fulinai mínima

como se fosse
o que em minha boca não se explica
a flor da tua pele toca
a seiva da saliva
escorre o que ainda não tem nome

o invisível que no ar flutua
o que existe do outro lado da lua
teus olhos tuas mãos teu cio
tenho sede
e bebo deste rio
embora ainda não sabia
como eu possa estar

Artur Gomes

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