segunda-feira, 6 de março de 2017

remix fulinaímico


Remix Fulinaímico
Diador-in passeia em mim
com suas lâminas acesas
flechas de fogo em estado líquido 
entre a pele e a flor no asco
com meia sola no sapato
meu vapor mais que barato
debaixo da sacada a escada torta
pássaro sem teto acima do delírio
coração de porco crava no oco da noite
a faca cega punhal de cinco estrelas
na constelação do Cão Maior
por onde Úrsula nua passeia
Dédala de Dandi Deusa de Dali lua de Dadá
o poema pode ser um beijo em tua boca
carne de maçã em maio
um beijo oculto no teu corpo aberto
moro no teu mato dentro
não gosto de estar por fora
tudo que me pintar eu invento
como o cio no teu corpo agora
devemos não ter pressa
se te despir for só pecado
é só pecar que me interessa
o sabor da tua língua
o batom da tua boca
por quê trancar as portas
tentar proibiras entradas
se um beija flor risca no espaço
algumas letras de um alfabeto grego
signo de comunicação indecifrável
eu tenho fome de terra
e o teu corpo sob a pele dos meus dedos
agulha em meus instintos
flor de lótus flor de lírios ou mesmo sexo
sendo flor ou faca fosse
entre o mar das tuas coxas
com espada em riste galopamos pradarias
em quantas camas quando então se me amasse
na carne dos lençóis estando assim
nas entre/minhas
com quantos poemas se define uma branquinha?
delírios em mil e uma noites iluminadas
por 20 mil luas de neon
te beijo vestida de nua
com teu corpo lambuzado
:
com chantilly e champignon

Artur Gomes 

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